SECRETARIA GERAL  .:. Mulher
Políticas públicas de combate à pobreza são insuficientes para melhorar condições de trabalho de mulheres na América Latina
Estudos no Brasil, Uruguai e Paraguai constatam que a falta de atenção à divisão dos horários de trabalho por sexo nas famílias perpetua a dupla jornada feminina ou o excesso de dedicação a atividades não remuneradas no caso das mulheres que não acessam o mercado
Apesar dos avanços no acesso da mulher ao mercado de trabalho, estudos mostram que elas ainda são as mais prejudicadas quando o assunto é pobreza. Considerando as tarefas domésticas, as mulheres continuam trabalhando mais e ganhando menos. Nesta segunda-feira, 3 de dezembro, especialistas internacionais se encontrarão em Brasília para apresentar resultados de pesquisas feitas em três países do Mercosul. Será comparado o efeito das políticas públicas de combate à pobreza na região.
Dados preliminares no Brasil
Em 2011, as mulheres colaboraram com 27 horas semanais em serviços domésticos, enquanto os homens dedicaram apenas 11, isto é, quase 3 horas a menos por dia, segundo dados do IBGE. No Censo de 2010, foi constatado que entre as mulheres, 40,4% recebiam até um salário. O mesmo rendimento alcançava apenas 30,2% dos homens. São cerca de 6,5 milhões de mulheres nessa situação.
Além disso, pesquisa recentemente divulgada pelo instituto, no último dia 28 de novembro, indica que as mulheres continuam recebendo salário menor do que os homens, uma média de 73% do rendimento deles. O cruzamento desses dados quanto ao tempo dedicado a tarefas domésticas e os ganhos salariais na divisão sexual do trabalho se torna indispensável na luta contra a pobreza e a extrema pobreza.
No Uruguai
A discrepância de gênero em horas de trabalho não remunerado no Uruguai é ainda pior que no Brasil. As jovens de classe mais baixa dedicam pelo menos 6 horas a mais por dia a atividades sem remuneração que homens da mesma faixa etária e classe social.
Além disso, as mães uruguaias de crianças com até seis anos de idade dedicam uma média de 57 horas semanais contra uma contribuição insignificante de horas pelos homens, segundo dados de 2008 do INE (Instituto Nacional de Estatística), UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) e da UDELAR (Universidade de la Republica).
Ainda no Uruguai, 13% das mulheres maiores de 14 anos declaram dedicar-se ao trabalho não remunerado, proporção que não chega a 1% dos homens. Referente à renda, as mulheres ganham em média 10% a menos que os homens, mantendo-se estável esta relação nos últimos seis anos. De acordo com o economista Martin Lavalleja |não importa o nível de educação, as mulheres ganham menos que os homens nos mesmos cargos em todos os setores no Uruguai|.
No Paraguai
No país, o desemprego é um problema maior para as mulheres, em 2012, enquanto que a taxa de desemprego masculina é de 4,4%, a feminina chega a 7,4%. Para os jovens entre 18-24 anos, a diferença é de 12,6% para os homens e 16,9 para as mulheres.
Junto aos menores níveis de renda de acordo com a atividade econômica, 45,2% das mulheres não têm renda própria, os homens sem renda são 13,8%. A falta de autonomia econômica se agrava no setor rural, onde o número de mulheres sem renda alcança os 61,1%.
Deduz-se que a situação das mulheres tem se transformado em relação à educação, mercado de trabalho, chefia familiar e demais eixos da vida feminina, mas os dados demonstram que a desigualdade entre homens e mulheres dificulta a erradicação da pobreza. Analistas internacionais irão discutir o tema no seminário: |Do combate à pobreza às políticas públicas de igualdades: um debate pendente|, na próxima segunda-feira, dia 03 de dezembro de 2012, organizado pelas entidades SOS Corpo (BRA), CFEMEA (BRA), CDE (PAR), Cotidiano Mujer (URU) e ALOP (MEX). As/Os autor@s dos estudos no Brasil, Uruguai e Paraguai estarão disponíveis para entrevista durante intervalo entre 10h30 e 11h, e após o encerramento do seminário, a partir das 17h30, no Hotel Phenícia Bittar, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 5, Bloco J. Brasília, DF.
Fonte: Cfemea - Centro Feminista de Estudos e Assessoria
 
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